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EDITORIAIS 

 

A REVOLUÇÃO DO PORTO

A Revolução do Porto, também referida como Revolução Liberal do Porto, ocorreu em 1820 celebrando-se por isso este ano os 200 anos dessa iniciativa. Por essa razão, e tendo em conta o papel importante desempenhado nessa ação por personalidades da Freguesia do Bonfim, a Junta incluiu no seu programa cultural para este ano várias iniciativas para a respetiva divulgação e esclarecimento.

O liberalismo é um sistema doutrinário que se caracteriza pela sua atitude de abertura e tolerância a vários níveis. De acordo com essa doutrina, o interesse geral requer o respeito pela liberdade cívica e pela consciência dos cidadãos. Acredita no progresso da humanidade a partir da livre concorrência das forças sociais.

Tal como nesta coluna já tivemos oportunidade de expressar, nomeadamente referindo-nos a movimentos e ações defensoras da transformação de regras sociais que contribuam para a desejável humanização da sociedade, de que são exemplos a Revolução Francesa e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os princípios por elas defendidos e preconizados são inócuos sem a aderência dos cidadãos.

Como sabemos e está comprovado, não chega promover e definir regras e comportamentos sociais, por mais óbvios e consensualmente fundamentados que sejam, se cada um dos cidadãos as não interiorizar e assumidamente praticar.

Assim, mais uma vez, agora a propósito da Revolução do Porto de há 200 anos, aqui expressamos mais um apelo a todos os cidadãos no sentido da sua consciencialização de que nunca será possível disfrutar de uma verdadeiramente sã e consciente Felicidade individual quando rodeados de uma sociedade sofredora e carenciada.

José Manuel Carvalho


 
ETAPAS DE CIDADANIA - ELEIÇÕES CUMPRIDAS - NATAL À PORTA!
Acabamos de concluir mais um processo eleitoral e, as eleições são resultado da nossa liberdade de escolha de “por quem” e “como queremos ser governados”. 
 
Essa liberdade, incompreensivelmente ainda negada a muitos povos, é simultaneamente um direito e uma obrigação de Cidadania (infelizmente, mais uma vez, com um nível de abstenção preocupante).
 
Aproxima-se, entretanto, o Natal, igual e tradicionalmente, uma época invocadora e, felizmente, para muitos, motivadora do efetivo exercício de Cidadania nas suas vertentes mais humanas.
 
Que nos perdoem os nossos leitores pela insistência com que, nesta coluna, invocamos e defendemos os valores da Cidadania, mas, no exercício de responsabilidades na estrutura autárquica mais próxima do cidadão e cujo objetivo final é a contribuição para o bem-estar de uma comunidade populacional, não nos parece exagero praticar e promover perseverantemente os valores e os princípios da Cidadania.
 
As etapas acima referidas são, reconhecidamente muito mediatizadas, tornando-se por isso particularmente exigentes e reveladoras dos nossos verdadeiros níveis de Cidadania.
 
É importante, porém, assumir e interiorizar que a Cidadania, desejável e responsavelmente, terá que estar presente no nosso espírito e manifestarse no nosso comportamento todos os dias das nossas vidas.
 
Se tivéssemos que sintetizar os valores e princípios de Cidadania ressaltaria, sem dúvida, a importância determinante do Respeito. O Respeito pelo próprio e o Respeito pelos outros. É bom termos consciência de que, sempre que não respeitamos os outros não nos respeitamos a nós próprios.
 
José Manuel Carvalho
Publicado em outubro de 2019 - in "O Bonfinense"

 
GOSTEI MUITO DO QUE VI...
 
Convidado pela senhora coordenadora da Escola da Praça da Alegria, desloquei-me àquele estabelecimento para apreciar os trabalhos produzidos por alunos de várias escolas no âmbito do “Projeto de Criação Artística”.
 
Aquele projeto, lançado pela Direção de Educação da CMP, tem como objetivo a educação artística como motor de aprendizagens e competências transversais ao desenvolvimento integral da criança. Ao longo do ano letivo os alunos das turmas do 4º ano da EB de Fernão de Magalhães, do 4º ano da EB da Alegria, do 3º e 4º ano da EB de S. João de Deus e do 2º ano da EB do Lagarteiro, num total de 125 alunos, ocuparam, semanalmente, um atelier na escola da Alegria, para desenvolverem um projeto artístico coletivo.
 
O projeto compõe-se de trabalhos concebidos à medida de propostas de cada professor/turma e concretizou-se num processo pedagógico artístico de pesquisa e experimentação, consonante e integrado no plano curricular de cada turma, continuado e transversal a uma ou várias áreas artísticas e disciplinares.
 
Os artistas garantiram a orientação e qualidade do processo e dos produtos artísticos, atentos ao caráter experimental subjacente e os professores asseguraram a articulação e a coerência com o processo pedagógico e o plano curricular.
 
A versatilidade da criação artística assumiu-se nos projetos desenvolvidos - “As Vilas das Ilhas”, “Entre Linhas”, “Esculturas sonoras”, “Viver e sentir” (2017/18); - “Histórias enroladas”, “Resíduos mutantes”, “Gestos criativos”, “Criaturas fantásticas” (2018/19) – resultando, no final do ano letivo, na Mostra/Exposição dos trabalhos realizados, que visitei.
 
Para quem, nesta coluna, assumida e repetidamente, tem defendido a convicção de estar na Educação a base para se construir um mundo de pessoas mais cultas, mais capazes e simultaneamente mais humanas, mais integradoras e mais solidarias, foi muito gratificante apreciar o resultado dos trabalhos apresentados (com enorme imaginação e qualidade!) e, para além deles, constatar a aderência de todo o processo que os originou aos desígnios de uma Educação que, como acima se preconiza, para além do conhecimento, forme pessoas de intuído sentido comunitário.
 
Gostei muito do que vi …e muito do que senti! 
 
José Manuel Carvalho
Publicado em julho de 2019 - in "O Bonfinense"

 
DIA MUNDIAL DA MULHER...
 
A Introdução/Adoção de “Dias Mundiais de…” pretende sensibilizar para realidades que careçam de reflexão e correção de procedimentos e ou atitudes face a uma determinada postura da sociedade para com o tema escolhido para esse dia.
 
Celebramos recentemente o instituído “Dia Mundial da Mulher”.
 
Com avanços e recuos, como em toda a evolução da nossa civilização, a desigualdade da Mulher tem vindo a sofrer uma evolução positiva assinalável em algumas sociedades. Não obstante, a Mulher continua, efetivamente, a ser vítima de descriminação negativa e injustificada de toda a ordem e, por isso, faz sentido, pelo menos um dia por ano, chamar a atenção para essa maldade social.
 
Este ano, a violência doméstica foi particularmente mediatizada e foram comunicadas convictas intenções, com anúncios de adoção de medidas preventivas e punitivas mais céleres e efetivas.
 
Porém, a punição nunca é, por si só, uma forma suficiente e adequada para corrigir verdadeiramente os defeitos humanos.
 
Impõe-se, para além disso, que a sociedade e cada um de nós adote e pratique ações de permanente sensibilização e pedagogia para que a violência, neste e em todos os casos, seja erradicada da mente humana. Todos nós, através do exemplo, podemos e devemos ser ativos nessa responsabilidade.
Com todos os defeitos e virtudes dos seres humanos, a Mulher é um ser humano.
 
É por isso credora, em absoluta igualdade, de todos os direitos dos seres humanos.
 
Vamos Honrar e Dignificar a Mulher…
…Todos os dias! 
 
José Manuel Carvalho
Publicado em abril de 2019 - in "O Bonfinense"

 
ANO NOVO
 
Acredito ser normal que, no final de cada ano, cada um de nós (todos nós?), consciente ou subconscientemente, façamos um balanço dos nossos comportamentos, das nossas opções, do que fizemos e, do que não fizemos e gostaríamos de ter feito, no decurso do ano a findar.
 
Pairará certamente nas análises de cada um de nós um sentimento de impotência pessoal direta perante as mudanças profundas que o atual mundo em que vivemos requer. As guerras, as injustiças, os ainda existentes incumprimentos dos Direitos Humanos, as corrupções fruto de ganâncias desmedidas, são realidades que todos gostaríamos de ter poder para corrigir.
 
Porém, como realisticamente aquelas são metas longe do nosso alcance pessoal direto, concentremo-nos numa reflexão pessoal autocrítica, reveladora daquelas escolhas e atos que fizemos e que praticamos ao longo do ano e com os quais assumimos não nos sentir felizes. Resulta habitualmente dessas constatações o nosso propósito sincero e convicto no sentido de alterar e corrigir aquilo que entendemos não ter estado tão bem como gostaríamos – Comprometemo-nos então, determinados e autoconfiantes, de que "Ano Novo…Vida Nova!".
 
Que esse propósito que cada um de nós terá interiorizado se concretize efetivamente e esforcemo-nos para neste "Ano Novo" sermos, se possível, um pouco melhores para connosco e para com os outros. Seremos tão mais felizes quanto formos capazes de contribuir para a felicidade dos outros.
 
Na Junta de Freguesia do Bonfim faremos os possíveis para cumprir a nossa missão da forma mais eficaz e mais útil para todos os Bonfinenses.
 
Os nossos votos de um Ano Novo muito feliz.
 

 
DIREITOS HUMANOS
 
A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi proclamada pela ONU em dezembro de 1948:
"como ideal comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação, por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos tanto entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua jurisdição".
 
São passados setenta anos sobre a proclamação desta Declaração Universal na ONU, adotada por Portugal há quarenta anos.
Sendo certo que perante todos nós se configuram todos os dias flagrantes violações dos princípios promovidos por aquela Declaração Universal, é seguramente também evidente a influência manifestamente positiva já felizmente verificável em muitas partes do nosso mundo.
 
Como sabemos, independentemente da bondade das leis, das declarações e diretivas produzidas nos mais diversos fóruns, essas normas, decidida e fundamentalmente, estão sempre muito condicionadas e dependentes da postura individual dos cidadãos.
 
É por isso que, ao celebrar mais um ano sobre a Declaração Universal dos Direitos do Homem aqui fazemos um apelo a todos e cada um de nós no sentido de interiorizarmos os princípios de conduta humana contidos naquela Declaração e, no nosso percurso de vida, pelo exemplo, sejamos dela promotores.
Quando cada cidadão os sentir e adotar verdadeiramente, procedendo em conformidade com os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Humanidade estará, sem dúvida, seguramente, mais próxima de proporcionar a todos nós mais justiça, mais partilha e mais felicidade.
 
Felicidade individual reforçada pela satisfação do reconhecimento da felicidade coletiva. 
 

 
UM MUNDO CIVILIZADO - PARA QUANDO?
 
É verdade que no seu início…mas estamos no Século XXI e penso que, infelizmente, continuamos a viver num mundo ainda longe de poder ser considerado civilizado.
 
Em 10 de dezembro de 1948 foi adotada pela Organização das Nações Unidas a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Na sua definição global diz-se que "Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania".
 
Porém, quase um século passado, continuamos a ser diariamente confrontados com a divulgação de notícias que, causando-nos uma sensação mista de surpresa e apreensão, recolocam sucessivamente no nosso pensamento a pergunta terrível - "Como é possível?".
 
"Como é possível?" que continuemos há tantos anos a presenciar o drama de largos milhares de refugiados que arriscam a vida - homens, mulheres e crianças - para fugir de conflitos e guerras que se eternizam e os impedem de viver nas suas terras de nascimento com o mínimo de condições de dignidade humana?
 
"Como é possível?" que, numa sociedade dita civilizada, se separem milhares de crianças das suas famílias, incluindo bebés retirados às mães, com o argumento de estarem em causa incumprimentos de regras migratórias?
 
"Como é possível?", que dominados por sentimentos de vaidade e poder, haja ainda quem domine, discriminatoriamente em defesa exclusiva de interesses individuais, populações de milhares ou milhões de pessoas?
 
"Como é possível?" que a força da ganância pessoal ilimitada continue a alimentar listas infindáveis de atos de corrupção e usurpação ilícita de bens e valores com o prejuízo correspondente da comunidade?
 
Para todos nós o rol de "Como é possível?" é infelizmente muito vasto e, por isso, impõe a todos e a cada cidadão em particular a responsabilidade de, na medida das possibilidades de cada um, exercer a sua capacidade e concorrer com o seu exemplo de vida, no meio que lhe está próximo, para que caminhemos decisiva e verdadeiramente para um mundo civilizado.  
 
 
REFLEXÕES SOBRE O PODER
 
Infelizmente, para alguns (muitos) a ambição pelo poder tem apenas como motivações o "estatuto", a vaidade e ou, (pior que tudo…) o benefício próprio, excluída por isso, de qualquer sentido analítico sobre a efetiva habilitação e capacidade para o desempenho do cargo ambicionado.
Para quem dotado de mínimo bom senso e verdadeiro sentido cívico, a ambição pelo poder só é legítima se motivada e determinada numa convicção muito forte de querer e ser capaz de contribuir para o progresso e bem-estar da comunidade.
 
Existem muitos patamares de poder, cada um com exigências e características bem específicas e diferenciadas, e de cujo exercício resultam efeitos e impactos igualmente muito diversificados.
O poder paternal será provavelmente aquele que, por natureza, é concedido ao maior número de pessoas e do qual, se bem orientado, poderão resultar importantes e decisivos contributos no que à formação humana dos cidadãos diz respeito.
Para além deste, quanto mais se sobe na escala dos diferentes níveis do poder, maior é o risco da cedência a interesses que, decididamente, se afastam das reais necessidades da generalidade das pessoas, para se submeterem e concentrarem na defesa de vantagens e privilégios muito minoritários como, por exemplo, a muito comum de "submissão ao poder económico".   
 
Assistimos e somos confrontados diariamente, uns (os mais felizes) apenas através dos meios de comunicação, e outros (crianças, jovens, velhos, homens e mulheres) vivendo verdadeiros e aterradores efeitos devastadores e desumanos, resultantes de decisões de "poderosos" que, no seu exercício, são corrompidos e determinados para preservação de restritos interesses económicos e ou no combate, violento e criminoso, por divergências raciais, étnicas e até culturais.
 
Embora a viver já no século XXI DC, a humanidade está infelizmente ainda longe das legítimas espectativas de partilha generalizada de bem-estar e dignidade pessoal.
Teremos que admitir que a evolução da humanidade está obrigatória e objetivamente condicionada ao exercício do poder a todos os níveis.
Por isso, só quando todos, no desempenho do seu poder, a todos os níveis, forem cívica, verdadeira e humanamente responsáveis, a sociedade se poderá apresentar mais justa, mais equilibrada, mais segura, mais digna e mais feliz.
 
José Manuel Carvalho

 
REELEIÇÃO
 
Cumprido o mandato assumido em 2013, decidi colocar novamente à decisão dos Bonfinenses a minha disponibilidade para prosseguir a missão que, empenhadamente, tenho vindo a cumprir.
 
A decisão dos eleitores da Freguesia foi claramente expressa no sentido da minha reeleição, com um número significativamente superior ao que me havia elegido em 2013.
 
Esta reafirmação de confiança por parte dos eleitores é para mim, natural e humanamente, motivo de muita satisfação pessoal, considerando que a mesma não poderá deixar de ser considerada como um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.
 
Mais importante porém é o sentimento de responsabilidade que essa reeleição me impõe.
 
Uma eleição não se agradece a não ser respeitando-a!
 
É, por isso, assumidamente obrigatório para mim, estar à altura da escolha decidida pelos Bonfinenses.
 
As minhas opções e o meu modo de estar e de atuar, que certamente estiveram na base da escolha reafirmada, terão obrigatoriamente que ser mantidos, por respeito para com todos os que em mim acreditaram.
 
Continuarei a trabalhar com SERIEDADE, EMPENHO e RESPEITO!
 
José Manuel Carvalho
POR ISENÇÃO!
 
O BONFINENSE foi reeditado no mandato em curso com uma determinação clara e muito precisa quanto aos seus objetivos.
 
Entende-se, e sempre assim garantimos que acontecesse, que esta publicação se destina exclusivamente a transmitir aos residentes da Freguesia informação sobre as atividades e programas desenvolvidos pela sua Junta, não sendo por isso legítima qualquer ação ou referencia, mais ou menos direta, de promoção do Executivo em funções.
 
Sem exibição pessoalizada e nunca utilizando o espaço para qualquer referência de natureza promocional, a coluna editorial subscrita pelo Presidente da Junta, em todos os exemplares emitidos, disso dá prova indesmentível.
 
Em respeito pelo princípio enunciado, e não obstante o cuidado atrás exposto, cumpre informar que, considerando o ato eleitoral para as autarquias marcado para 1 de Outubro próximo, não será até essa oportunidade publicado mais nenhum número do BONFINENSE.
 
Aproveitamos para desejar que o período de férias em curso proporcione as maiores felicidades a todos os bonfinenses.
 
BOAS FÉRIAS.
 
José Manuel Carvalho

 
UM PASSO À FRENTE... UM PASSO ATRÁS...!
 
Temos todos consciência de que a sociedade dos nossos dias é bastante menos injusta e desigual do que foi em gerações passadas.
 
Mas é muito importante reconhecer e assumir que estamos ainda longe de poder considerar que já pertencemos a uma sociedade humana verdadeiramente evoluída.
 
Ao longo da história da Humanidade a evolução civilizacional foi sempre conseguida e conquistada com avanços e recuos.
 
E a história repete-se…
 
Em 1989 a humanidade celebrou a queda do muro de Berlim como um símbolo de progresso na construção de uma sociedade mais homogénea e mais inclusiva.
 
Em Novembro de 1993 foi fundada a União Europeia e, mais uma vez, ficou no mundo a sensação de que os países, preservando as suas raízes históricas étnicas e culturais, entendiam que, juntos, poderiam ter mais e melhores condições para ser mais fortes e fazer mais pelo progresso e bem-estar dos seus povos.
 
Para mim foram ambos, sem dúvida, significativos “passos à frente” na construção do nosso percurso civilizacional.
 
E a história continua a repetir-se…
 
…originando mais uma vez que a ansiada e tão necessária evolução da humanidade esteja agora confrontada com dois flagrantes e incríveis “passos atrás”:
 
O Brexit e o Muro Estados Unidos/México – Sem comentários!
 
Como está historicamente comprovado, os “passos atrás” são sempre causadores de agravada conflitualidade, provocando danos sempre muito negativos para a sociedade e, pior, irreversivelmente graves para pessoas.
 
Valha-nos que, como igualmente comprovado, os “passos atrás” acabam por desencadear alertas e despertar mais fortemente as consciências coletivas o que, mais tarde ou mais cedo, se traduz em novos “passos à frente” cada vez mais sólidos porque resultantes dos inconvenientes e do sofrimento vividos e experimentados.
 
Decididamente, a Humanidade não precisava destes recuos civilizacionais.
 
Entretanto… Que a história se repita
 
Que muito em breve, e com o menor nível de danos possível, se corrijam estes irracionais “passos atrás” no caminho da civilização!
 
ACREDITEMOS…!
 
José Manuel Carvalho

 
LAMENTOS SIM! – PREVENIR E PREPARAR…NÃO? 
 
Estamos ainda no rescaldo de mais um verão, tempo normalmente mais aproveitado para estados de maior despreocupação associados a férias e lazer.
 
Registaram-se porém no mês de Agosto dois acontecimentos que, acredito, concentraram as atenções de quase todos nós:
- O dramático e violento surto de incêndios no nosso país, com uma dimensão recorde, e que consumiu e destruiu floresta, casas e vidas;
- A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o que sempre se constitui numa manifestação do mais elevado nível desportivo e impacto mundial.
 
Como se aceitará, são acontecimentos com duas realidades de contornos e sentimentos praticamente opostos.
 
Apesar disso, dos respetivos rescaldos e resultados, é possível extrair uma reflexão comum como a seguir se argumentará.
 
Com efeito poderá dizer-se que de ambos resultaram “os LAMENTOS”.
 
Muito mais sérios e insuperáveis no que se refere ao primeiro, pela aflição e dramatismo que obvia e naturalmente lhe estão associados.
 
Claramente menos sérios mas igualmente muito críticos face à quase ausência de obtenção de medalhas por parte dos nossos atletas.
 
“os LAMENTOS” estão aí… e perdurarão para qualquer dos casos…
 
Lamentável será todavia se, como infelizmente vem sendo hábito, não se fizer nada para, na medida do possível, se criarem condições que reduzam as hipóteses de LAMENTOS pelas mesmas razões:
- Nos incêndios é reconhecida a enorme percentagem de intervenção criminosa; que interesses movem essa criminalidade? Que medidas se impõem para destruir esses interesses? E o ordenamento e a limpeza florestal? E o aperfeiçoamento dos meios de deteção e combate?
 
É tempo de pensar, é sobretudo tempo de atuar – Mais PREVENIR para menos LAMENTAR!
 
- Os atletas que nos representaram nos Jogos Olímpicos, com uma exceção, efetivamente não nos trouxeram medalhas, mas eles representam o que de melhor se consegue em Portugal num panorama desportivo a exigir uma profunda reformulação estrutural; Neste caso, em vez dos “LAMENTOS”, deveremos reconhecer, aplaudir e respeitar o esforço e dedicação daqueles que com o seu entusiasmo superam as dificuldades de um sistema desportivo que não promove nem apoia o desporto de forma alargada e inclusiva para a generalidade da população, iniciado desde logo através do desporto escolar. Queremos mais medalhas?
 
É tempo de pensar, é sobretudo tempo de atuar – Mais PREPARAR para menos LAMENTAR!
 
José Manuel Carvalho

 
O QUE VALE A PENA FAZER…
 
Não me lembro se ouvi ou se li e, lamentavelmente, também não me lembro do autor que disse “O que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem!”.
 
A expressão, que interiorizei e subscrevo, essa felizmente não me esqueceu!
 
Porque acredito mesmo que o que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem procuro sempre ser o mais fiel possível ao conceito mas também com a consciência da relatividade quanto à nossa conceção do modo como entendemos que vamos fazer bem.
 
Procuro sempre, com a maior honestidade, que o que faço seja bem feito mas, com humildade, sempre me questiono e procuro autoavaliar o verdadeiro e real atingimento desse propósito em cada caso.
 
Sem ponderar, sem sequer me preocupar minimamente com os “críticos pela crítica” com os quais todos nos vamos cruzando (aqueles que geralmente não fazem nada… mas que se sentem suficientemente iluminados para criticar o que quer que os outros fazem) sou, pelo contrário, muito sensível e recetivo à crítica séria e, por isso, construtiva.
 
Isso porque todos estamos certamente conscientes de que, por mais pensada e estruturada que seja uma nossa realização, sempre nela existirá uma certa margem de maior ou menor erro e ou falibilidade. Até porque, uma decisão bem estruturada num dado momento, pode vir a ser influenciada por qualquer alteração imprevisível e posterior dos pressupostos em que foi fundamentada.
 
Porém, essa desejável sensibilidade para se reconhecer o risco de ter que enfrentar com naturalidade eventuais críticas futuras, não deverá, e a meu ver não poderá, servir de desculpa para não “fazermos o que vale a pena fazer”.
 
Permita-se então que esta minha curta reflexão conclua que:
 
Decididamente:
- O QUE VALE A PENA FAZER, VALE A PENA FAZER BEM!
Mas também e simultaneamente que:
- O QUE VALE A PENA FAZER, HÁ QUE FAZER!
 
José Manuel Carvalho

 
A “FAMÍLIA” GANÂNCIA!
 
Ao longo da nossa vida toda nós vamos formando a consciência da complexidade e diversidade mental e comportamental de cada individuo. É, de resto, nessa enorme diversidade individual que, a meu ver, se pode encontrar a grande e principal razão para a sociedade exclusiva, injusta e desigual que ainda caracteriza a nossa geração.
 
Cada individuo, independentemente de qualquer razão ou condição previamente definida em função de ascendência e formação cultural, moral ou educacional está dotado, interioriza e adota princípios e comportamentos que normalmente classificamos como “defeitos” e “virtudes”.
 
A dimensão e a complexidade da diferença individual é mesmo de tal monta que até a definição do que é “virtude” ou é “defeito” poderá variar em função do “julgador”.
 
Assim quando legitimamente se aspira a conseguir uma sociedade mais justa e mais equilibrada (não, de todo, constituída por iguais!) vamos recorrendo quer às ferramentas de natureza legal quer, mais lenta mas mais eficaz, a uma contínua e perseverante ação de formação cívica e humana.
 
No exercício das atuais funções é praticamente diário o contacto com pessoas que personificam os mais variados tipos de personalidade, formação humana e diferentes, por vezes contraditórias, perspetivas de vida. É natural, por isso, que sinta a toda a hora uma enorme vontade de poder observar reais e visíveis progressos na evolução do equilíbrio no sentir e no comportamento individual, na certeza de que disso dependerá a desejável e ansiada humanização da sociedade.
 
Como é sabido, quando desejamos muito uma coisa – o que é o caso – a nossa imaginação conduz-nos para uma busca de soluções que, à partida, não conseguem excluir ou condicionar o respetivo grau de utopia.
 
Numa destas reflecções “sonhei” com a possibilidade de, em cada ser humano, “as virtudes” serem geneticamente dotadas de autoridade e força suficiente para controlar, condicionar ou até anular alguns dos “defeitos”.
 
Desse sonho, utópico e ambicioso, a ser real, resultaria assegurado um melhor e maior equilíbrio comportamental de cada individuo gerando, por si e desde logo, uma humanidade mais sã, mais justa e mais solidária.
 
Já acordado, questionando a ambição desse sonho, perguntei-me: - se aquela utopia pudesse ao menos funcionar para um, qual dos “defeitos”, se controlado, produziria o maior impacto no propósito acima expressamente pretendido.
 
Admito que ainda que expurgada das características humanas exclusivamente a “Ganância” (Quem sabe se pela habitualmente tímida “Vergonha”?...), a humanidade daria seguramente um passo gigante e decisivo no lento e difícil caminho para a humanização da sociedade. Já agora… a “Ganancia” e toda a sua “família”, considerando que o “Egoísmo” é seu pai e a “Avidez”, a “Cobiça”, a “Avareza” e a “Usura” são suas irmãs.
 
ACREDITEMOS…!
 
José Manuel Carvalho

 
ELEIÇÕES - DIREITOS E DEVERES 
 
Estamos ainda no rescaldo das eleições para a Assembleia da República realizadas em Outubro passado e configura-se, a muito curto prazo, a eleição para a Presidência da República.
 
A realização de eleições regulares para a escolher aqueles a quem conferimos a responsabilidade de gerir a vida da comunidade é, felizmente, um direito consagrado a todos os cidadãos mas que, infelizmente, não é por todos considerado e assumido também como um dever.
 
Esse tipo de comportamento está infelizmente tão generalizado que quase se poderia considerar humana a tendência para revindicar com toda a veemência aquilo que se considera direitos esquecendo ou ignorando a responsabilidade de cumprir com os inerentes deveres.
 
Votar não deverá pois ser considerado apenas como um direito mas também e sobretudo como um dever, fazendo parte intrínseca da nossa obrigação de cidadania ativa, escolhendo e assumindo.
 
Esse dever de cidadania não se esgota porém no momento do voto. Respeitando as diferenças entre as várias opções votadas, e independentemente do resultado apurado ser mais ou menos ajustado com as legítimas convicções pessoais, continua a ser um dever de todos os cidadãos conscientes o exercício da crítica construtiva e, sempre que possível participativa, relativamente ao desempenho dos eleitos.
 
Quanto aos eleitos exige-se também que, exercendo o direito que lhes foi confiado, o façam cumprindo o dever de respeitar no seu mandato os seus programas e promessas eleitorais, privilegiando sempre os reais interesses da comunidade com evidente renúncia por quaisquer outros.
 
Só através dum ciclo que assuma, adote e pratique simultaneamente os direitos e os deveres, poderemos construir um modelo de sociedade progressivamente mais participado, mais justo, mais equilibrado e mais solidário.
 
Feliz 2016.
 
José Manuel Carvalho

 
O PODER DA COMUNICAÇÃO - UMA VIA DE ESPERANÇA! 
 
Como reconhecerão os senhores bonfinenses, temos privilegiado este espaço para, sem falsos moralismos, promover a sensibilização de todos relativamente à necessidade de, cada um de nós, assumir uma atitude cívica e responsável, contribuindo ativamente para a sucessiva correção das injustiças e desiguldades que ainda caracterizam a nossa sociedade.
 
​Como se reconhece, face ao enorme e contínuo desenvolvimento das tecnologias, a Comunicação vem assumindoum papel cada vez mais abrangente e preponderante na informação a todos os níveis, incluindo obviamente o relato das imensas situações de clamidade social.
 
​Essa força e capacidade de mostrar ao mundo as recorrentes misérias da nossa sociedade pseudocivilizada tem seguramente o grande mérito de consciencializar sistemática e perseverantemente muitas mentes mais egoisticamente distraídas.
 
Temos vindo a assistir ao longo deste ano à comunicação diária, muito detalhada, dramática e chocantemente comovente, do pesadelo vivido por muitos milhares de refugiados que arriscam as suas vidas, que infelizmente muitos perdem, numa aventura migratória para fugir da guerra, da miséria e da exclusão.
 
São homens, são mulheres e são crianças - São Pessoas!
 
Este é um drama com o qual a Comunicação nos confronta todos os dias.
 
O seu impacto e a sua atualidade não poderão, porém, fazer esquecer que, para além disso, continuamos também a conviver todos os dias, nos nossos espaços, com situações de exclusão e de extrema pobreza igualmente merecedoras da nossa atenção e, sobretudo, da nossa atuação.
 
No seu papel de divulgadora, denunciando todas as situações de vida infra-humana e as suas causas, a Comunicação configura-se como um verdadeiro e real fator de esperança na luta sucessiva e necessária humanização da nossa sociedade.
 
Não sendo insensíveis a tudo quanto de desumano nos é relatado quotidianamente pela Comunicação, seremos cada vez mais os que entendem que o nosso bem-esar é tanto mais merecido, consistente e tranquilo quanto mais felizes forem todos os que nos rodeiam.
 
Que a força da COMUNICAÇÃO nos induza a força para ser humanos.
 
É para nós ESPERANÇA que a força da COMUNICAÇÃO vença indiferenças e ajude a construir uma humanidade verdadeiramente humana.
 
José Manuel Carvalho

 
Estão aí as FÉRIAS! 
 
Não obstante alguns de nós optar pelas chamadas "férias repartidas" é, sem dúvida, a partir de agora, e sobretudo nos próximos dois meses, que se concentra a maior parte dos nossos períodos de férias.
 
​Como quase tudo nesta vida está sujeito à lei das diferenças e, muitas vezes até, das contradições, também a forma de pensar e disfrutar das férias varia de pessoa para pessoa em função quer do gosto pessoal, quer das condições económicas de que cada um pode dispor.
 
​Não cabe naturalmente neste espaço uma análise exaustiva sobre as diversas formas escolhidas e adotadas para o usufruto de férias.
 
Em síntese poderemos porém enumerar algumas das opções basicamente possíveis como o descanso puro e simples, a realização mais intensa de atividades desportivas ou de lazer, a praia e as suas sensações e prazeres do sol e do mar, o sossego e o romantismo do campo, a excitação e a curiosidade das viagens ou, tão somente, ficar em casa e disfrutar da companhia de um bom livro ou do recolhimento com o aconchego de uma boa música.
 
​Entretanto, independentemente do local e tipo de férias que cada um escolher, ou lhe for possível, aproveitemos algum do tempo deste período para nos permitirmos alguns momentos de reflecção sobre o mundo em que vivemos e a sociedade que construímos.
 
​Pensemos, por exemplo, que de acordo com a definição expressa num dicionário a palavra dérias significa e corresponde a uma "Interrupção temporária de trabalho destinada ao descanso dos trabalhadores".
 
​E pensemos a este propósito na enorme e crescente dificuldade que muitos, mesmo muitos, vão tendo para encontrar trabalho o que, pior do que não terem férias na aceção aqui abordada, os impede de viver com os níveis de sustentabilidade mínima a que todos deveriam ter direito.
 
​Boas férias para todos e...
 
"​Que as férias nos não impeçam de pensar!​"
 
José Manuel Carvalho

 
 
QUE A ESCOLA NOS VALHA! 
 
Pensamos consensual para a grande maioria de nós o reconhecimento de que, infelizmente, vivemos ainda numa sociedade global muito imperfeita, desumana, egoísta e injusta.
 
É igualmente verdade que, com todas as suas imperfeições e injustiças, a atual sociedade é, segura e decididamente, menos má quando comparada com as gerações que nos precederam, o que configura um percurso num sentido positivo, embora muito lento e com sucessivos avanços e recuos.
 
Tal constatação não deverá nem poderá porém servir para escamotear e esquecer a realidade inicialmente expressa.
 
A sociedade é constituída pelas pessoas e,obviamente, recolhe destas as influências e os contributos para a respetiva estruturação e organização.
 
Parece, por isso, indiscutível que as imperfeições que se reconhecem à sociedade são o reflexo das caraterísticas dominantes das pessoas que, em cada época, conseguem influenciar e impor as regras e as normas legais mais convenientes e ajustadas aos seus interesses particulares correspondentes às suas sensibilidades pessoais e respetiva formação humana.
 
Assim, parece evidente que a via para humanizar a sociedade passa indiscutível e exclusivamente pelas pessoas podendo, por isso, concluir-se que só através duma evolução global da formação cívica e humana dos cidadãos poderá resultar uma sociedade mais equlibrada, mais participada e mais justa.
 
 É por isso que, embora não exclusivo, à Escola compete um papel determinante e decisivo na evolução da sociedade, assegurando e garantindo a transmissão dos valores da cidadania e humanismo às gerações dos futuros cidadãos.
 
​Espera-se e deseja-se que todos os agentes intervenientes no processo educativo, nomeada e principalmente os Senhores Professores, encarem a Escola não apenas como fonte de transmissão do conhecimento, mas também, e muito perseverantemente, como promotora de valores que nos assegurem gerações de pessoas capazes de construir uma sociedade global mais humana, mais equilibrada e mais justa.
 
Que a escola nos valha!
 
José Manuel Carvalho
 

 
NATAL E CIDADANIA 
 
A distribuição deste Boletim ocorre em plena época Natalícia.
 
Impõe-se-nos por isso, fazendo-o com toda a sinceridade, desejar a todos os Bonfinenses um NATAL MUITO FELIZ.
 
Permitam-nos porém que aqui expressemos uma reflexão sobre algumas ligações que nos parecem ser indiscutíveis entre o "espírito de Natal" e algumas das bases essenciais da cidadania.
 
Com efeito, independentemente da maior ou menor conotação religiosa, quase toda a humanidade revela e adota nesta época uma atitude comportamental em que se reforçam variadíssimos valores, entre os quais, notoriamente, a FRATERNIDADE, a PARTILHA e o GOSTO PELO ASSEIO.
 
"espírito de Natal" revela e mobiliza efetivamente a nossa consciência:
O olhar, a palavra e o gesto saem com muito maior espontaneidade contemplando o próximo numa atitude geralmente mais fácil e mais fraterna;
A atenção e a sensibilidade pelas necessidades dos outros gera, também mais nesta época, a nossa mair disponibilidade e apetência para a partilha, quer se trate da dádiva materialmente mais útil, quer se fique pela simples oferta de uma afetiva lembrança.
 
Arrumam-se e enfeitam-se  as casas e as ruas numa preocupação saudável com o asseio e com a imagem.
 
Que bom será quando todos incorporarmos no nosso "espírito cívico" qualquer daquelas características do "espírito de Natal".
Prestar e dar atenção fraterna aos nossos semelhantes;
Partilhar discreta e generosamente as nossas possibilidades com os mais desfavoreidos;
Respeitar e contribuir para a limpeza dos nossos espaços, não atirando e deixando o "nosso" lixo (nem o dos nossos cãezinhos) na rua que é de "todos".
 
FELIZ NATAL
 
José Manuel Carvalho
 

 
A importância da COMUNICAÇÃO 
 
A Junta de Freguesia é o organismo do poder público mais próximo das populações.
 
Esta proximidade confere à Junta de Freguesia as condições para um conhecimento muito detalhado das realidades objetivas, quer quanto às condições de vida das pessoas, quer no que se refere ao enquadramento ambientaal e de mobilidade do respetivo espaço.
Nesta conformidade, independenemente e para além da sua autonomia ou capacidade direta de intervenção em cada área, compete à Junta de Freguesia construir-se somo defensora e promotora das legítimas necessidades e aspirações da população  sua representada.
 
Todos reconheceremos porém que "proximidade" nem sempre se traduz em "conhecimento mútuo", perdendo-se assim frequentemente, por esse desconhecimento, muitas oportunidades da interação necessária e desejável.
 
Parece-nos, por isso, indispensável a criação e utilização de canais de COMUNICAÇÃO que proporcionem e facilitem, bilateralmente entre a Junta e a comunidade, um melhor conhecimento e assim se potencie a verdadeira e adequada partilha e participação nas ações a programar e a realizar.
 
Do lado da Junta o dever da COMUNICAÇÃO constitui-se mesmo numa obrigação institucional, tanto por razões de ética como de transparência funcional, perante os seus cidadãos.
 
É desejável e espera-se também, do lado da população, quer de cada indivíduo, quer das associações e instituições residentes, a cooperação com a Junta de Freguesia estabelecendo com esta uma parceria de COMUNICAÇÃO civicamente responsável e participativa, o que seguramente contribuirá para o mais útil e eficaz desempenho deste órgão autárquico.
 
Por ter consciência da importância decisiva da COMUNICAÇÃO, a Junta de Freguesia do Bonfim procedeu recentemente à atualização do seu "sítio" na Internet (www.jfbonfim.pt ) criando nele as condições para que os cidadãos possam expressar as suas críticas e sugestões e, inclusivamente, solicitar a emissão de atestados.
 
Sabemos porém que aquele meio de COMUNICAÇÃO não atinge ainda uma considerável parte dos bonfinenses.
 
Por essa razão, decidimos, complementarmente, emitir e distribuir trimestralmente o presente Boletim Bonfinense como forma de cumprir, o mais alargadamente possível, a responsabilidade da Junta no que s refere à COMUNICAÇÃO.
 
 Esperamos sinceramente a compreensão e colaboração de todos os Bonfinenses no sentido de que "BEM INFORMADOS" estaremos segiramente "MAIS PRÓXIMOS". 
 
José Manuel Carvalho
 
 

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